Energia Solar Vs Meio Ambiente

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A humanidade vem degradando o meio ambiente desde sua existência, sempre buscando por facilitar a forma de viver, sendo por meio de melhoria da tecnologia ou ganho de lucro. Assim sendo, a preservação ambiental acaba ficando em segundo plano, sem ser levada a sério, e a humanidade acaba recebendo as consequências desses atos impensados, como por exemplo o Efeito Estufa no aumento da temperatura global, em alterações climáticas, com estações não mais definidas, como eram em tempos passados.

O uso de energias renováveis são o futuro se concretizando, a preservação ambiental vem ganhando seu lugar em meio a tecnologia, uma conciliação que, ainda estando longe do ideal, já é um novo grande passo para a humanidade. E o Sol é uma fonte de energia renovável que temos disponível para nosso uso, sua irradiação no ano equivale a 10 mil vezes a energia consumida pela população no mesmo ano.

O Brasil é um país que recebe uma grande quantidade de radiação solar, 0,1% da energia solar recebida no país por um ano poderia suprir o dobro da energia obtida com carvão mineral, o quádruplo da geração de energia por usinas hidrelétricas, ou ainda suprir 54% do petróleo nacional.

Irradiação solar no Brasil.

Os sistemas fotovoltaicos são a grande realidade para esse uso da energia concedida pelo Sol, gerando energia elétrica. Mas como toda tecnologia, a fotovoltaica tem seus prós e contras com relação ao meio ambiente. Se comparada a outras fontes de energia, a fotovoltaica apresenta algumas vantagens, como:

  • Índice de poluição somente na fabricação e transporte dos módulos solares, porém é nula após instalada, e gera energia por pelo menos 30 anos;
  • Não faz uso de turbinas ou geradores na geração de energia;
  • Emite 94% menos CO2 do que combustíveis fósseis ao longo da vida útil do sistema;
  • Cada metro quadrado de sistema fotovoltaico instalado, evita a inundação de 56 m2 de área, de uma hidrelétrica, que poderiam ser de lavoura ou reserva ambiental.

Um módulo solar pode levar até 2,5 anos para produzir a mesma quantia de energia a qual foi utilizada na sua fabricação, ainda continuando a geração de energia por mais 27 anos. Mas o processo de fabricação dos módulos pode causar certo impacto ambiental, como:

  • A extração do silício causa degradação da paisagem e prejudica a biota local;
  • A mineração e perfuração de rochas causa poluição das águas e emissão de poeira e gases;
  • A fundição emite pó de sílica;
  • A limpeza dos reatores libera o gás hexafluoreto de enxofre (contribuinte do efeito estufa), bem como o tetracloreto de silício, que reage com a água podendo causar danos à pele e problemas respiratórios (fora outros produtos químicos corrosivos).

E ainda teremos que tratar os problemas futuros (daqui 30 anos) referentes aos sistemas que hoje são instalados, que é a geração de resíduo (módulos em fim de vida). Mas já estão sendo desenvolvidas pesquisas referentes a esse assunto, e espera-se que, por ser 90% vidro, os módulos possam ser reciclados de alguma forma, e 30 anos de pesquisa tecnológica, com certeza, darão uma solução eficaz para a fabricação e descarte de elementos fotovoltaicos sem que o meio ambiente sofra alguma consequência.

Escrito por Floriano Luiz Suszek, Doutor em Engenharia Agrícola e Engenheiro na InVolt Energia Solar.